Pela ribeira de Belver

Hoje pela manhã com o céu parcialmente nublado aproveitei para visitar uma zona em Belver conhecida como as “cascatas”, por esta altura a água já é pouca por isso não esperei muita “acção” da parte da ribeira…

Iniciei o meu caminho à saída de Belver a caminho da Torre, onde existe uma marcação de um caminho pedestre, e lá fui eu por entre oliveiras e sobreiros, silvados e arbustos que eu não sei o nome, por ali os rouxinóis cantavam a seu belo prazer, carriças, melros, milheiras e tantas outras aves entoavam as suas melodias. No ar esvoaçavam andorinhas das rochas juntamente com algumas andorinhas dáuricas, e por todo o lado havia borboletas com cores esbeltas.

Continuando lá cheguei a um local onde pelas pedras passei a ribeira de Belver, a água era pouca mas imagino como será no inverno…

Chego a uma velha construção na qual reparo numa placa com umas inscrições onde leio “Este lagar foi mandado fazer por D. Anna Genebra em 1822. E reedificado por seu genro Eugenio de Sequeira em 1879”. Bom uma construção bem antiga, mas por estes dias e a ver pelas ruínas já não há quem lhe dê a mão.

Por todo o lado se veem flores, umas simples outras mais complexas, mas todas elas com uma beleza muito própria.

Chego então ás ditas cascatas, a água que corre não é muita, mas dá para ter uma ideia de como será em tempo de chuva, dois cágados entram rapidamente na água. Atravesso uma ponte de madeira reforçada com cabos, abana por todo o lado mas está em bom estado, trata-se de uma ponte suspensa. Na paisagem só não me alegram os eucaliptos que por ali vejo.

Começando a subir o monte pedra ante pedra lá chego a uma zona onde vislumbro o castelo de Belver ao longe.

Continuo a ver borboletas é mesmo o tempo delas, e heis que numa flor se esconde uma aranha das urzes Thomisus onustus pronta para apanhar algum insecto mais distraído que por ali pouse. Uma salsaparrilha-do reino Smilax aspera destaca-se com as suas bagas avermelhas.

Por fim termino o meu caminho com belas vistas, são sobreiros, pinheiros e oliveiras, azinheiras e o belo castelo de Belver um marco bem firme na paisagem.

São quase horas de almoço fico por aqui.

Grande abraço!!

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