ObservArribas 2025: Natureza, Arte e Partilha.

Tal como havia prometido no último artigo, onde escrevi que falaria sobre o ObservArribas e algumas atividades em que participei, aqui estou de novo para partilhar convosco mais um pouco desta experiência verdadeiramente inspiradora.

De 9 a 11 de maio, o ObservArribas levou-nos a viver três dias cheios de conhecimento, encontros e emoções, com atividades no Parque da Ribeira do Juncal, sessões informativas e exposições no Centro de Interpretação do Mundo Rural (CIMR). Coincidindo no dia 11 (domingo) com a celebração dos 27 anos do PNDI, as atividades decorreram um pouco por todo o PNDI, que se estende desde Miranda do Douro até Figueira de Castelo Rodrigo, passando por Mogadouro.

Logo na quinta-feira, iniciei a montagem da exposição fotográfica “PNDI, Arribas de Emoções”, na qual tive o prazer de participar ao lado do fotografo Luís Meleiro (DouroSkyview). Procurámos, através das nossas imagens, partilhar o que tantas vezes nos maravilha nestas paisagens. Desde a imponência das arribas até aos pormenores mais discretos que compõem esta paisagem. Texturas, luzes, cores e silêncios que, por vezes, nos passam despercebidos. Foi uma experiência gratificante poder contribuir com o meu olhar para esta mostra dedicada ao Parque Natural do Douro Internacional.

Na sexta-feira, logo pela manhã, o festival arrancou oficialmente. A chuva, por vezes intensa, não foi obstáculo para a excelente organização, que reagiu com rapidez e eficácia, ativando o plano B e transferindo todas as atividades para o interior do CIMR. Este dia foi dedicado as escolas de modo que o centro esteve muito animado.

No sábado o festival continuou com uma programação rica e variada. Participei com uma partilha artística, convidando os visitantes a contribuírem numa pintura coletiva. Durante esta atividade, o ambiente foi leve e descontraído. As pessoas iam e vinham ao longo do dia, participando ao seu ritmo, sem pressas nem formalidades.

A técnica escolhida para este momento especial foi o acrílico sobre tela, uma opção que permitiu dar vida e cor a uma representação vibrante e simbólica da região. O tema central da obra foram as imponentes arribas do Douro, cenário natural de rara beleza, que serviram de pano de fundo a uma composição única, onde as tradicionais máscaras de inverno surgem a adornar a paisagem, evocando o misticismo das tradições transmontanas. No céu, aves de rapina, ícones da fauna local, sobrevoavam a cena, conferindo-lhe movimento e profundidade.

Paralelamente à tela principal, foi disponibilizada uma segunda tela comunitária, que teve como propósito acolher as assinaturas dos visitantes que quiseram deixar um testemunho da sua passagem neste festival. O arranque simbólico desta atividade foi protagonizado pelo Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro António Pimentel, que inaugurou esta tela com a sua assinatura. Seguiu-se a dinamizadora do evento Carla Lousão, cuja dedicação e entusiasmo contribuíram de forma notável para o sucesso deste evento.

O ambiente foi ainda enriquecido com a presença contagiante da música tradicional, que ecoou pelo parque ao som de gaiteiros e bombos, criando uma atmosfera festiva.

Também os mais novos tiveram um espaço reservado para a criatividade, podendo dar asas à imaginação e participar em atividades de pintura ao ar livre. Entre pincéis e cores, viveram momentos de descoberta e diversão.

Foi, sem dúvida, uma jornada memorável, onde a arte se cruzou com a tradição e a comunidade se reuniu em torno da celebração da identidade local.

E como este artigo já está bem recheado de fotografias, vou guardar o último dia para o próximo artigo em britango.com.

Até lá, deixo-vos um grande abraço!

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